sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Todo mundo é feliz no Facebook

Outro dia eu escrevi um texto sobre pessoas que vivem de aparências e, dias depois, me liguei que não há lugar melhor pra elas do que a rede social da vez, que hoje é o Caralivro!

Claro que o Facebook tem suas utilidades. E-mails de piadinhas, por exemplo, já era, é tudo ali na timeline. Tá vendendo alguma coisa? Bota ali que o povo repassa e você atinge mais gente do que anúncio em jornal. Quer ter notícias sobre sua banda/série/artista favorita? Curta a página delas que você receberá várias.

Mas junto a tudo isso temos a base de uma rede social: pessoas, seres que vestem suas máscaras de "eu sou assim" no momento do login e dão início ao show de coisas bonitas.

Nas fotos dos álbuns, todo mundo está sorrindo, em lugares bacanas, com pessoas legais, roupas que definem, ou não, o estilo que a que o dono da foto quer dizer que tem e tudo o mais.

Se um infeliz posta uma foto em que alguém está com os olhos fechados, coçando o nariz, tomando um chá com o dedinho levantado, assoprando um pedaço de pizza quente, ou fazendo qualquer bizarrice, o ser bizarro em questão vai lá, clica para não aparecer a tal foto no seu perfil, desmarca, ou até denuncia a imagem e tudo continua lindo na sua página!

As frases de status? Só coisa boa! É a contagem regressiva pro show do ingresso que foi comprado, o partiu restaurante caro, a balada que se está a caminho com fulano, ciclano e beltrano, tudo gente boa! No dia seguinte? O show foi ótimo, o restaurante é divino e a balada foi muito locaaaa!!!

Claro que ninguém vai fazer um perfil num Facebook da vida pra explicitar ao mundo as desgraças que acontecem na vida (tá, até tem gente que faz isso, mas são poucos), mas é engraçado como as pessoas fazem questão de dizer que tudo que está ao seu redor é maravilhoso.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Teorias do How I Met Your Mother - Crazy Eyes

A teoria mais precisa do How I Met Your Mother (se você não começou a assistir ainda, nem tenho o que dizer) é a abordada no texto de hoje: crazy eyes!

Olhos malucos nada mais é do que uma maneira de ilustrar e classificar um comportamento feminino (tá, pode ser masculino também) de forma a deixar a coisa mais engraçada para a série.

O lance é o seguinte: um cara fica tão a fim de uma garota a ponto de não enxergar certas coisas, mas seus amigos, que não estão nem um pouco envolvidos com ela, sacam de primeira e dizem que ela tem os olhos malucos... “Dude, the eyes... they are crazy!”.

Na vida real não é algo que se nota só de olhar no rosto da garota, mas sim no comportamento. Uma mulher com crazy eyes faz de tudo para o homem, se mostra totalmente apaixonada com um contato mínimo, faz surpresas, o agrada, fica totalmente disponível e disposta pra ele. Deu pra sacar o motivo pelo qual o cara não enxerga os “olhos malucos”?

Qualquer homem normal fica encantado com isso, se julga o cara mais sortudo do mundo! E se algum amigo tenta avisar, ah, sem dúvida, só pode ser inveja!

A partir daí temos duas possibilidades: o cara cai na real e vê que a garota está demasiadamente grudada, envolvida e possessiva, na qual o resultado é uma puta dor de cabeça pra se livrar da menina (o que acontece na série).

E a possibilidade dois: ele se envolve emocionalmente e a situação com a dita-cuja se inverte, ele que fica bobo por ela e ela o tem na mão (essa é teoria minha). Com isso, conclui-se que em ambos os casos o resultado é o mesmo: problemas.

Ao contrário do que pode-se pensar, isso é bem comum e, no final das contas, é possível dizer que todos passam por pelo menos uma experiência com crazy eyes na vida.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sede não é nada, imagem é tudo!

Não, isso não é um texto sobre publicidade, a coisa aqui é comportamento mesmo, sobre pessoas que fazem de tudo pra passarem uma imagem positiva delas mesmas. Em outras palavras, que vivem de aparências.

Como a grande maioria dos defeitos, essas pessoas não assumem que se preocupam com o que os outros pensam delas, assim como ninguém assume que é interesseiro, fofoqueiro, falso, prepotente e outras coisas do tipo. Aliás, a questão muitas vezes não é nem assumir, e sim se dar conta.

O problema de quem vive de imagem é que acaba agregando outros defeitos a si, pois para manter as aparências, conta vantagens, prejudica pessoas próximas (que conhecem as verdades), acaba sendo falsa pra passar a ideia de que está tudo bem (afinal, ter inimigos é feio) e, quando a omissão não basta, mente.

Pessoas assim inventam desculpas pra tudo. Se as finanças apertaram a ponto de ela ter que deixar o carro em casa e ir trabalhar com transporte público, vai falar que é porque não pega trânsito, pois o ônibus passa rapidinho, nem fica no ponto esperando! Porque o metrô é do lado de casa, coisa e tal.

Se faz uma viagem pro exterior e só teve grana pra bancar albergues da juventude, geralmente omite essa parte e, se assume, não é um albergue qualquer, aliás, nem chama de albergue, é hostel (no inglês é mais chique, né?), e com poucas pessoas no quarto, todas extremamente educadas, silenciosas e que sempre deixam o banheiro livre. Lembrancinhas? Todos ganham, até os inimigos!

É bem delicado lidar com esse tipo
de pessoa, que pode se portar como amiga num contexto que convém, e te virar a cara em outro que julgue que você não faz bem pra imagem dela.

Como identificar isso? Difícil. Difícil pra cacete, geralmente só conhecendo de perto, o que é quase impossível.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Teorias do How I Met Your Mother - As Azeitonas

Se você não assiste How I Met Your Mother (comece agora!), não tem problema, as teorias citadas na série são precisas (principalmente as do Barney), e talvez lê-las aqui te despertará o interesse em assistir, pena que aí já vão ter rolado alguns spoilers.

Não vou citar as teorias em ordem de aparição, essa primeira é só uma coincidência, pois está no episódio piloto da série.

Num casal, tudo tem que ser equilibrado, e um exemplo disso é o gosto por azeitonas. Ele não gosta, ela sim, logo, ela come as azeitonas que ele deixa no prato, ambos se completam, lindo!

O legal dessa teoria é que ela é a primeira a ser apresentada, e, que eu me lembre, a única a ser contrariada, e é exatamente o contrariar dela que é o segredo de um relacionamento: fazer coisas que não gosta pra agradar o outro.

Claro que isso tem um limite, afinal, ninguém é obrigado a comer jiló porque o outro tem uma tara, o ponto é que fazer coisas pela pessoa amada acaba sendo prazeroso, mesmo sendo algo que não te agrade.

No episódio, o cara diz não gostar de azeitonas, mas na verdade ele adora e fingiu não gostar por anos só pra agradar a namorada e mostrar aos outros que eles eram um casal harmonioso, que um completava o outro. Aliás, tenho um texto pronto sobre preocupação com o que os outros pensam sobre si... quem sabe um dia o publico.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Como as pessoas influenciam as nossas atitudes

Tudo que a gente faz na vida fica com a nossa marca, seja um objeto, uma obra de arte ou uma ação. Pode-se dizer que cada coisa feita leva um selo com algo que identifica o autor.

Conforme passam os anos, nós nos relacionamos com outras pessoas e cada uma delas deixa o seu selo no nosso selo, algumas em menor e outras em maior escala, e o que determina isso é o tipo e o tempo de contato.

Se um cara namora por dois anos uma garota que era procrastinadora, ele sai do relacionamento ou procrastinando mais do que já fazia ou abominando o ato, raramente o impacto será zero. Se ele tinha bom gosto por música e ela não, a menina nunca mais vai ouvir música com os mesmos ouvidos de antes.

Isso não se aplica só a relacionamentos amorosos, tampouco a apenas com seres humanos. Ver um grupo de pessoas espancando um solitário terá um impacto pra você, assim como ver um vídeo de um cachorro puxando para o acostamento outro que acabou de ser atropelado numa rodovia no Chile. Tanto a marca dos agressores quanto a do cachorro estarão carimbadas no seu selo daí pra frente, positiva ou negativamente, e influenciará direta ou indiretamente nas suas ações.

Na infância, os pais tentam moldar o selo dos filhos de acordo com os valores deles. Isso, somado à maneira com que a criança vê o mundo, a faz criar seu próprio selo. Quanto mais vivemos, mais pessoas conhecemos e mais coisas vemos, mais aprendemos com quem passou pela nossa vida e mais o nosso selo muda.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Porque a Lei do pedestre não funcionará em SP

A todo lugar de São Paulo se vê placas com mensagens do tipo "respeite o pedestre ou leve uma multa". Tudo bem que existem pessoas que devem ser educadas na marra, mas essa história de multar motoristas que não derem a vez para os pedestres nas faixas de segurança é algo meio fora da realidade pros padrões paulistanos.

Estive há pouco tempo na Suíça (desculpaê), onde isso funciona muito bem. O povo de lá é mais educado que o daqui? Sem dúvida, mas definitivamente não é só essa a diferença.

No geral, lá na Suíça, as ruas só têm uma faixa pra cada mão, não existem árvores nem postes nas calçadas, tampouco carros estacionados, logo, a visualização do pedestre na calçada pelo motorista é extremamente fácil. Aliás, os pedestres nem olham para o lado pra atravessar a rua utilizando uma faixa de segurança que não conta com semáforo, simplesmente vão andando como se estivessem sozinhos no mundo, então o motorista fica esperto porque sabe que o cidadão pode atravessar sem mais nem menos, mas mesmo que o pedestre pare no limite da calçada, o motorista também para o seu carro e espera que o cidadão atravesse.

Aqui temos ruas geralmente com ao menos duas faixas, calçadas zoneadas com árvores, postes, placas e carros estacionados. Se o pobre do motorista vê que tem uma pessoa querendo atravessar e lhe cede a vez, ainda há o risco de vir uma moto e passar ao carro parado. Aliás, moto é uma coisa que quase não se vê nas ruas da Suíça.

Outra coisa que por lá existe também é a educação do pedestre, que, quando tem semáforo, aguarda a sua vez de atravessar mesmo que não esteja passando nenhum carro na rua. Isso chega a ser idiota, mas serve pra exemplificar a diferença de mentalidades.

Até acho a tentativa de educação forçada aos paulistanos válida, mas o problema é que não costuma existir bom senso na famosa indústria da multa.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Um verdadeiro festival de Rock!

Em dias de "Rock" in Rio, que por mais que o povo entenda errado a proposta do nome do festival, não dá pra negar que no Brasil rock é apenas o estilo de música. Com isso pensei num line up de um festival que seria verdadeiramente um Rock in wherever, e o melhor, com dias temáticos!

Dia Metal-Farova
- Saxon
- Helloween/Gamaray
- Manowar
- Judas Priest
- Iron Maiden

Dia Hard Rock-Farofa (como estão todos velhos, os shows teriam que ser menores, logo, caberiam seis bandas!)
- Poison
- Twisted Sister
- Whitesnake
- Mötley Crüe
- Aerosmith
- Van Halen

Dia Rock 90's e 2000's
- Soundgarden
- Queens of the Stone Age
- Foo Fighters
- Pearl Jam
- Rage Against the Machine

Dia New Metal Que Se Salva (tem uma banda a menos pq não existem cinco que se salve)
- Lamb of God
- Avenged Sevenfold
- System of a Down
- Slipknot

Dia Rock Crassicão
- Stray Cats
- The Who
- Kiss
- Ozzy Osbourne
- AC/DC

Dia Geográfico/Guitarrista em cima da montanha
- Europe
- Kansas
- Boston
- Asia
- Journey (pra fechar a jornada!)

Dia da Paciência (como as músicas são longas, pode ter uma banda a menos)
- Jethro Tull
- Yes
- Dream Theater
- Rush

Dia Big 6
- Anthrax
- Sepultura
- Megadeth
- Motorhead
- Slayer
- Metallica

Junto disso poderiam ter bandas cover de algumas que não podem estar mais entre nós como deveriam, tipo Queen, The Doors, Pink Floyd, Led Zeppelin, Van Hagar e tals, em palcos secundários nos intervalos entre as principais, assim como de bandas que não estão no festival. Seria fodáximo, e como pra sonhar (ainda) não se paga...